domingo, 14 de abril de 2013

Here and Now

Although, today was such a shiny day, the above sentence is so absolutely true, I could not miss it!
The secret, I think, is to feel what you have to feel, however bad it might be, then, accept it, then forgive others and  forgive yourself. And finally, last but really, really not the least, start living just here and now. And you see how happier you will become. All the anguish will flow away, all the worries will surf like in a wave, all the fears will disappear beacause you faced them all, face-to-face, right in their meany eyes. They are no longer a threat to you. Living here and now is living wisely and you will know that, you will feel it, as well as  others around you. So, let go. Let go your fears, your anguish, your worries, your past. Just live the present. Breathe the present as it appears to you. And enjoy yourself in that wonderful path.




Peace is not simply the absence of war; it is a state in which people come together in mutual trust and live with joy, energy, and hope. This is the polar opposite of war—where people live plagued by hatred and the fear of death.

sábado, 13 de abril de 2013

Just Daughter

Exumação

Essa quinta - feira parecia estar a decorrer normalmente até receber um telefonema de Marvão. Apesar de extraordinariamente bela e harmoniosa, Marvão, " a vila de onde se vêem os pássaros pelas costas", não deixa de ser excruciante receber um telefonema do cemitério local. 
A família do meu Avô é de lá e, pelo que pude perceber, ao fim de 7 anos na terra, um corpo tem que ser exumado. Pois ali estava eu, como familiar mais próxima a ser "convocada" para esse acto que por completo desconhecia. Pior, a dor da perda do Avô Zé (que nunca passou), recrudesceu como um monstro que estivesse a dormir dentro de mim, ou escondido, bem escondido num canto qualquer que eu desconhecia na minha existência. O meu estado de humor de imediato começou a mudar.
Passei a chamada para o meu pai, o António. Infelizmente, o António esteve a maior parte da sua vida sem falar com o pai, ele diz que por causa dumas acções quaisquer, que acha que o pai o roubou, eu o que vejo é que há pessoas que têm o dom de afastar umas das outras, mesmo aquelas que se querem e que se amam muito. E quando o António se casou com a Margarida, depois de se separar da Carmen (a minha Mãe), o Zé nunca mais viu o António. Nem o António viu o Zé. E, especialmente, o Zé nunca mais quis ver o António. Por vezes, muito por vezes, já depois de muitos anos passarem, dizia-me o Avô Zé: "Ó Luísa, não fosse cá por coisas e disto da justiça andar toda ao contrário, ia a Espanha (onde o António e a Margarida viviam), e dava-lhe um tiro a ela, o que achas Luísa?"
E eu respondia que achava que não, que percebia aquela grande dor, que também a sentia, mas que o Universo tem leis e sentires, também, e faz sempre justiça, mesmo que nós nem saibamos. "Ó Avô, não pense mais nisso, isso já passou, em frente, a Vida é em frente, meu Querido Avô."
A verdade é que nessa quinta-feira, o meu pai, que também esteve ausente da minha vida 25 dos 39 (embora pareçam 18) anos que tenho, mas que agora já voltou a considerar que existo, embora com oscilações .., não atendeu, por casualidade, o telefone. 
Então, liguei à Margarida. Ok, Margarida, ligaram do cemitério de Marvão vai haver a exumação do corpo do Avô Zé, passaram 7 anos, é necessário que algum familiar próximo, preferencialmente o filho, esteja presente. A resposta foi mais do que desconcertante, foi monstruosa, como tudo o resto que envolveu todo este episódio fúnebre. 
"Não, não, não metas o António nisto, ele nem foi avisado da morte do Pai. Além disso, não foste tu a herdeira? Vai tu tratar do assunto!"

E fui.
Não fazia ideia do que é uma exumação.
Não fazia ideia de que iria ver todos os restos mortais do Avô a serem retirados do chão (misturados com os bocados de caixão, com lascas de madeira) ainda envoltos no casaco bonito que lhe tínhamos vestido e como se já nada daquilo tivesse sido um ser humano cheio de Vida e Dignidade fosse depositado num saco de plástico preto, para depois ir para uma urna ou um ossário, ou algo assim. E graças ao Primo Tó e à Tia Isabel que entretanto apareceram e me apoiaram, as lágrims secas por dentro, o monstro contente a crescer; porque senão, o meu Avô Zé, de quem tratei com todo o meu carinho, tinha ido para a vala comum, e acho que o António e a Margarida ainda tinham batido palmas.

Mas lá está, o Universo não dorme. Só parece. De vez em quando.

The experience of losing a loved one impels us toward a deeper understanding of life. Everyone fears and is saddened by death. That is natural. But by struggling to overcome the pain and sadness that accompanies death, we become sharply aware of the dignity and preciousness of life and develop the compassion to share the sufferings of others as our own.



sexta-feira, 12 de abril de 2013

"Cura através de sentir"

Está quase presente em todos os textos, conselhos, reflexões, tratados, etc de psicologia positiva, que,de um modo ou de outro, devemos afastar ou evitar sentimentos negativos como a raiva, a revolta, etc. Antes devemos procurar  o perdão, a aceitação, os sentimentos amigos, os sentimentos bonitos, os sentimentos positivos.

Em largos períodos da minha vida, nos quais atravessei situações e circunstâncias bastante difíceis e dolorosas, acabei por ser descrita pelos outros como uma pessoa negativa.

Essa negatividade não seria assim tão perigosa se não tivesse descambado para a falta de saúde, também apelidada pela maioria por "mazelas psicossomáticas" que é daquelas coisas que a medicina alopática não sabe nem quer saber explicar de que se trata e então arranja este nome pomposo, umas pílulas de várias cores que nos mantêm mais ou menos anestesiados durante o dia e que, parado esse dito tratamento (não mais do que paliativo) , os sintomas voltam. Porque a causa está lá. E, pelo que consegui perceber até agora, a causa são as emoções, os sentimentos.

E se eu percebo que é de facto mais supostamente saudável não sentir raiva nem revolta nem tristeza nem frustração nem inveja nem ansiedade nem angústia nem medo então para onde vão todos esses sentimentos que temos vontade de sentir mas porque é positivamente correcto não sentir, não sentimos? Não demonstramos? Não vomitamos? Não pontapeteamos? Não gritamos?

"O processo de curar o sofrimento consiste em primeiro identificar honestamente as negatividades dentro de nós, para depois nos permitirmos sentir de forma completa os sentimentos que lhes estão subjacentes. Qualquer sentimento que evitamos ganha poder sobre nós até que permitemos que seja sentido. Feridas antigas apodrecem dentro de nós porque enterramos sentimentos que não nos atrevemos a sentir no seu momento, com medo que nos esmaguem. Desde a nossa infância, quando eramos emocionalmente imaturos, que levamos avante a crença de que os sentimentos intensos não podem ser suportados. A cura alcança-se através de se sentir o que quer que seja necessário sentir e aprender que tal já não é insuportável. Ao experienciarmos os nossos sentimentos em pleno, descobrimos uma nova força dentro de nós..."

in The Pathwork Lectures of Eva Pierrakos
Autor: Dottie Titus
Tradução: João Raposo

E comecei a sentir.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Just Daughter



Esta é uma história.

Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.